Diogo Lima Mayer

Monte Velho

Os cavalos Figueiras criaram uma identidade reconhecível dentro da raça Lusitana.

O criador e gestor de negócios Diogo Lima Meyer passou grande parte da sua vida rodeado de cavalos Lusitanos. Fazendo parte do projeto Monte Velho e sendo ele próprio um criador apaixonado, acompanha de perto o desenvolvimento de muitas coudelarias. Entre elas, o programa das Figueiras destaca-se como um dos mais influentes programas de criação focados no desporto da raça Lusitana.

Diogo explica que há muito que está ligado à comunidade lusitana, quer como criador, quer como observador de diferentes programas de criação. A sua ligação à coudelaria das Figueiras remonta há muitos anos e está enraizada tanto na amizade como na história de criação partilhada. Tem acompanhado o desenvolvimento da coudelaria desde a sua fundação. As origens do programa de criação das Figueiras estão intimamente ligadas a linhas de sangue cuidadosamente selecionadas. A base foi o cruzamento de éguas de raça Andrade com garanhões que trouxeram capacidade atlética e expressão. Um dos garanhões chave que influenciou o programa foi Quichotte. Desta combinação surgiram cavalos importantes como Unico, o pai de Dragão, e mais tarde uma geração de cavalos de desporto de sucesso.

Para Diogo, o que realmente distingue os cavalos Figueiras atualmente é o facto de terem desenvolvido uma identidade clara dentro da raça Lusitana. Quando vários cavalos Figueiras aparecem juntos, um padrão claro torna-se visível: cavalos atléticos com força, presença e um claro foco no desporto.

Destaca particularmente o movimento expressivo que muitos destes cavalos apresentam no picadeiro, com liberdade de espáduas e ação de joelhos que criam um trote impressionante e uma forte presença em ringue. Segundo ele, construir um tipo tão reconhecível num studbook relativamente pequeno e fechado como o da raça Lusitana não é fácil, o que torna o feito ainda mais significativo.

Para além da conformação e do movimento, os cavalos também apresentam qualidades que os tornam adequados para o desporto. Os cavaleiros descrevem-nos frequentemente como sendo sensíveis de uma forma positiva, bons de montar e capazes de ter um bom desempenho em disciplinas como a dressage e a condução.

Como criador, Diogo também incorporou as linhagens de Figueiras no seu próprio programa de criação. Utilizou garanhões como o Dragão e o Óscar para combinar esta genética com as suas próprias éguas. Para ele, a criação é sempre uma questão de combinar os elementos certos. Compara frequentemente a criação com a cozinha, onde os ingredientes certos têm de se juntar para criar o melhor resultado possível.

Como o Lusitano é um livro genealógico relativamente pequeno e fechado, a seleção cuidadosa desses ingredientes genéticos torna-se ainda mais importante. Para os criadores que querem acrescentar mais capacidade atlética e expressão aos seus cavalos, ele acredita que os garanhões Figueiras são uma opção importante a considerar. Na sua opinião, o programa conseguiu algo raro: não só desenvolveram um programa de criação de sucesso, mas também uma identidade genética reconhecida dentro da raça.

Para os criadores que se concentram em cavalos de desporto modernos, o seu conselho é claro: a genética Figueiras oferece força, atletismo e expressão que podem melhorar significativamente um programa de criação.

Contacte-nos para obter informações

Entraremos em contacto consigo pessoalmente.